Ai ai! A primeira semana de MCB se foi e agora também a segunda, que foi muito mais complicada, e a batalha espiritual muito maior mas eu consegui terminar muito bem pois estava com o Rei dos reis me ajudando o tempo todo, então só poderia ter saído vitorioso. Aí vai algumas experiências:
Para começar sempre tive receio de trabalhar com adolescentes, na verdade nunca gostei de estar no meio deles, apesar de não ser maduro o suficiente eu sempre me achei adulto demais para certas brincadeiras bobas que tinha que aturar e relutei muito, o que foi bobagem da minha parte pois foi tudo muito diferente, porém coloquei no meu coração que não queria ser igual a Pedro que só queria pregar a palavra de Deus aos judeus e não aos gentios.
Apesar de estar morrendo de medo e assustado eu não desisti (nada de ser um Jonas fugindo de Nínive), se fui escolhido como conselheiro é porque Deus quis que assim fosse e ele me julgou capaz para aquele trabalho, na verdade existia um plano para mim naquilo tudo. No domingo, recebi a notícia de que seria conselheiro dos adolescentes menores, mas então a Diretora me trocou com Everton, para que ele ficasse com os meus menores e eu ficasse com os maiores dele (15,16,17 e 18 anos), o que significa que o trabalho complicou mais ainda porque aquela idade é uma das mais complicadas, cheia de marcas e cicatrizes.
Na segunda os recebi pela tarde, e eram todos homenzarrões mais altos do que eu, todos vestidos a la HIP HOP, dançarinos de Break (dançam muuuito, viu??). Me assustei logo assim que os vi, achei que eram barra pesada, mas me enganei. Eram calmíssimos, amigos, brincalhões, participativos.
Uma das coisas mais interessantes de todas foi que o espírito santo me tocou e nos meus momentos a sós com os meus acampantes, falei sobre tempestades(dificuldades e tribulações) e isso os tocou muito. Percebi que um dos meus acampantes tinha o coração muito frio e duro em relação ao evangélho e retinha um ódio pelas igrejas, este já foi crente e frequentava igreja mas se escandalizou por algo que falaram a ele. Daí comecei a orar por ele a partir do momento que descobri isso e com a palavra de Deus conversar com ele sobre o assunto. Então no final Deus amoleceu aquele coração e este rapaz se reconciliou com o Pai.
Deus também colocou no meu coração para falar sobre violência no mundo, drogas, vícios, apocalipse, e sobre escravidão, e que a unica maneira de ser liberto desta escravidão é escolhendo ser modificado por Jesus Cristo; acontece que eu não sabia que um dos meus acampantes era um usuário de drogas. Não havia percebido este fato, mas sabia que ele tinha muito interesse no assunto e ainda para completar se dizia ateu, questionava sempre a existência de Deus, igrejas e tudo mais. Pedi a Deus que me ajudasse naquele momento para que eu pudesse falar aquilo que Ele queria e Ele me deu propriedade e autoridade naquele momento para ministrar a palavra. Na mesma noite, incrivelmente por uma jesuscidência, no culto houve uma peça do grupo de teatro que falava sobre a vida dos jovens que viviam nas drogas, e aquele rapaz que se dizia ateu se converteu a Jesus Cristo e decidiu mudar sua vida.
Aconselhei muitos dos meus acampantes que estavam cheios de dúvidas sobre a vida (natural da idade) e que queriam desabafar. O mais engraçado é que eles me pediam conselhos mas não me deixavam falar em momento algum HahHAhaHAHahAHaaH pois queriam contar tudo o que acontecia com eles e as vezes extrapolavam os horários nas conversas. Dúvidas sobre namoro, salvação, relacionamento com pais, escola, apocalispe, futuro, medos, ansiedades vinham como enxurrada nestas conversas. Algumas vezes me senti triste porque descobri que muitas coisas difíceis aconteceram com muitos deles numa fase tão conturbada que é a adolescência. Muitas vezes me senti fraco. Muitas vezes senti que falei coisas erradas e isso para mim é horrível. Me cobro muito pois agora consigo sentir amor pelas almas perdidas e saber que eu poderia ter atrapalhado alguém de se encontrar com Jesus é doloroso e por isso uma vez chorei muuuito por causa disso. Estava naquele momento muito cansado fisicamente e emocionalmente.
Não posso deixar de falar, do maravilho jogo da incrível trilogia. O jogo se chama STIGMA III: Em busca do livro sagrado. Um jogo muito bem bolado em que nós tinhamos que achar cartas codificadas, decodificá-las e desvendarmos mistérios das coisas que aconteciam em plena noite. Nos embrenhamos na mata, andamos em caminhos de tochas, recebemos traduções de runas e tinhamos que traduzir textos rúnicos para conseguir achar as pistas de onde estava o livro sagrado, e tudo isso em plena mata. Lutamos com demônios que queriam nos matar com tochas . Usamos de cálculos lógicos, entramos em uma raiz para achar a ultima carta que mostrava um quebra cabeça que nos ajudaria a achar o livro sagrado. Achamos o livro sagrado (a bíblia) e lemos todos juntos em alto e bom som uma passagem que falava da destruição dos demônios e a redenção de Deus e então completamos a missão e vencemos o mal. Foram 4 incríveis horas de jogo (muuuito longo). O time era formado pelos 2 capitães, 2 escribas, e 2 guias de luz, e a função dos conselheiros(nós) ajudar os acampantes neste trabalho. O meu time ganhou, claro!! Só inteligentes no grupo.
Foi bom escrever mais uma vez aqui minhas experiências desta semana. Agora só falta mais uma, e a mais difícil. Vamos ver o que mais Deus tem para me mostrar.
Abraço para todos.